O Uso do CPF na Internet!

Havia um tempo em que o CPF era um documento que guardavamos o mais seguro possível, era um segredo, era um número que achávamos tão importante que escondíamos até de nossas esposas e maridos.

 

Quando este documento foi criado chamava-se CIC, mas este Cadastro de Pessoas Físicas foi efetivamente instituído em 1968 por força do Decreto-lei nº 401 de 30 de dezembro de 1968. “Art. 1º O Registro de Pessoas Físicas criado pelo artigo 11 da Lei número 4.862 de 29 de novembro de 1965 é transformado no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

 

Dentre muitas idéias a respeito deste documento, é fato que a melhor delas é que o governo pode melhor organizar e controlar a arrecadação de impostos, basear-se em estatísticas diversas e outras coisas mais…

 

O fato é que com o crescimento da informática, obrigatoriedade das empresas em se informatizarem, adquirirem sistemas de controle, como por exemplo, cadastros pessoais de seus clientes, controle financeiro etc e tal, o CPF tornou-se quase documento único neste país. Isto vem gerar uma controvérsia, um mal estar, uma desorganização ou seja lá como queira entender, pelo lógica de que se o CPF (sem falarmos no CNPJ) é o documento que rege o “grande saber” dos sistemas de informação, vemos que o mesmo poderia ser o único documento do cidadão, pois não se encontra outra identificação que seja 99,99999999% livre de falhas, por que não abolir todos os outros de uma vez? Não são ou não estão todos os sistemas dependentes deste “numero”?

 

Se por um lado a coisa parece simples, por outro é um pouco mais complexa, é a briga que rege o poder político e privado e as manobras que estes inúmeros documentos que possuímos são controlados por diversas entidades sociais, seguidas pelo número da identidade, carteira de motorista (ou carta), INSS, PIS, PASEP, carteiras funcionais, cartões de créditos, cartões de banco e por aí vai. Agora já inventaram uma “terceira enésima” opção que vai juntar todos os documentos num só, mas será mais um número!!! Desta vez, um número que junta todos os outros, pode? (“terceira enésima” foi a solução que eu encontrei para justificar “quantidade” – achou engraçado?)

 

Se acha tudo isso confuso, como eu acho, complicado é entender a “cabeça” das pessoas quando tem que decidir em que momento usar ou não um determinado documento, haja visto que ainda tem gente que acha que pode andar com cópia de identidade ou cópia de habilitação sem sofrer alguma consequência.

 

Não obstante, os infinitos, eu disse a palavra certa e na sua integridade, I-N-F-I-N-I-T-O-S cadastros que estão dispostos pela Internet,  mundo virtual que capta o mundo real. Deu para entender? Explicando: Um determinado cadastro virtual ou de um Site virtual que colhe seus dados para usá-los de forma real, por exemplo: você não vê a pessoa do outro lado, nem o tamanho da empresa ou do escritório, não vê como as pessoas estão vestidas (isso interessa?) ou se são educadas, se o Site está na favela (isso interessa?) ou se está no centro da cidade, se aqueles que vão manipular seus dados são de fato profissionais de confiança e competência suficientes para manter sigilos de seus dados pessoais.

 

Mesmo assim, muita gente ainda questiona o por que deve informar seu CPF no cadastro da escola, do “cursinho”, na Igreja, nas compras à vista em dinheiro, mas rapidamente é capaz de fornecer todos os seus dados além do CPF para Sites pornográficos, Sites de “contos de fadas”, “uns” MSN’s, “uns” messenger’s, Sites de livros esotéricos, signos do zodíaco, tarôs, numerologia etc e tal sem a menor cerimônia.

 

Então? Para aonde vai seu CPF? Quantos cadastros você fez este mês e teve que fornecer seu documento único ou quase único que melhor identifica você como cidadão?

 

E quantos “pais e mães e tios” fornecem seus CPF para filhos menores de idade fazerem seus cadastros de “jogos” e “brincadeiras” neste  maravilhoso e invísivel mundo virtual, onde não podemos ver as caras dos vilões que estão do outro lado?

 

Para aonde anda seu CPF?

 

O que você acha?

 

Pode comentar. Quem sabe você não tem um “caso” para contar aqui para gente?

 

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