Para comprovar ou quem sabe reprovar a questão, analisemos a seguinte situação:
1) Para ser um bom analista de sistemas precisamos ter sido antes um bom programador? E ser “expert” em matemática?
2) Para ser um bom programador precisamos antes de tudo saber analisar? E ter muito conhecimento técnico?
3) Será que um leigo em informática pode lhe ajudar a analisar melhor a questão?
Agora vem a história da “carochinha”. Pensando em como o “analista” acha os programadores “burros”, um analista de sistemas resolveu montar um algorítimo real, e propôs a seguinte questão:
Ele (o analista) MANDOU a cozinheira assar vários pedaços de frango, onde as partes eram:
1) um peito de frango inteiro
2) seis coxas
3) 20 asas
4) 10 contra-coxas
E disse aos programadores que eles comessem o que quisessem (eles estavam famintos!!! como sempre!), e que juntassem os ossos, que ele (“o analista”) analisaria a questão da quantidade de comida ingerida por cada um, e, aquele que tivesse comido menos ganharia a sobremesa.
Programadores que não são bobos “nem nada”, que nem viram se a sobremesa existia ou não, caíram dentro do frango e o mais guloso foi logo pegando o peito do frango que era o maior pedaço.
Depois de todos saciados, cada um com seu prato juntando os ossos, foram perguntar ao “analista”, se ele sabia realmente quem de fato havia comido menos frango.
Depois de inúmeros e absurdos cálculos (risos), o analista chegou a conclusão que aquele que havia comido menos frango tinha apenas uns poucos ossinhos no prato. Então todos os programadores olharam perplexos para o analista e perguntaram como ele havia chegado a tão brilhante e exemplar conclusão?
O analista respondeu:
– Simples!! Meu algorítimo foi feito para pesar os ossos e contar a quantidade de ossos no prato de cada um, quem tivesse o prato com menos peso teria comido menos. Foi amplamente aplaudido pelos programadores !!!
Daí a intrometida da cozinheira, botou as mãos nas “cadeiras” e gritou logo: NÃO SENHOR, TÁ ERRADO !!!
E todos perplexos olharam para a cozinheira que de nada entendia de informática, e perguntaram a ela: Como o culto do “analista” poderia estar errado?
A cozinheira então abre a “maldita” boca “bendita” e revela:
– Simples!! Não é a quantidade de ossos que define quem comeu mais ou quem comeu menos, pois o peito de frango é a parte que tem menos ossos e porém, a maior quantidade de carne. Portanto, quem comeu menos é quem pode ter os maiores ossos no prato e não os menores.
Diante da situação, nada mais a acrescentar. A essa altura o algorítimo foi para (…), os programadores continuaram com caras de “burros” e o analista “sabe tudo” com cara de “frango”.
Por isso, lembrem-se, que muitas vezes, uma boa análise sugere contemplar muitos argumentos que vêem de fora do conhecimento técnico. Vale a opinião de todos, e melhor não baixar a cabeça para quem “sabe tudo”, pois já diz meu pai: “Parece que quem mais estuda mais burro fica.” Será uma verdade?
Bom, parece que teremos que aceitar que temos “cara de burro” ou “cara de frango”, mas que a cozinheira tem muito tempero para mostar, ah, isso tem…
Agora convenhamos, olhar de vez em quando para um analista e vê-lo com “cara de frango” não é um tanto quanto agradável?